Prata da Casa | Palpitando

14/03/2014 | A Cria
Por João Paulo Modesto


Cultura! Uma palavra conhecida, mas nem sempre em seu sentido real. Na maioria das vezes definida de forma limitada e preconceituosa. E quase sempre acessível a um pequeno núcleo social.
  


Pode-se dizer que o acesso à cultura está diretamente ligado ao investimento do poder público. Mas em tempos de acesso virtual aos mais variados conteúdos sempre à mão, a falta de cultura é bem culpa nossa também.


O processo de educação cultural é o que mais me chama a atenção. Quase sempre começa de fora para dentro do seu núcleo social. Admiramos poetas, cantores, artistas variados, primeiramente de nível nacional e até internacional para então reconhecer o talento em nosso vizinho. E este último passo ainda nos exige uma crítica aguçada para que parta de nós e não do incentivo de terceiros.


É óbvio que tudo precisa ser visto para ser lembrado, mas volto a repetir: “Estamos na era do acesso virtual”. Tudo está na rede mundial; ridículo, engraçado, variado, tudo esperando que você apenas procure.


E por que tanto blábláblá? Justamente para falar do que não vemos apesar de estar ao nosso alcance, de fácil acesso. Talentos explodem todos os dias ao nosso redor e não paramos para observar e apreciar.


Hoje moro no que chamo de ‘cidade-talento’: de música a teatro, de esporte a empreendedorismo, a cidade de Itaberaí é um grande centro de criação e desenvolvimento de talentos. É como se os cidadãos nascessem pré-programados para serem criativos e talentosos.


Recentemente mais um talento me chamou a atenção com uma música que, mesmo gravada de forma simples e sem muitos recursos, me encantou pela pureza e qualidade de rimas transmitida na letra. Me senti vivendo o trovadorismo que era a verdadeira poesia cantada, com o objetivo claro de expressar o amor incondicional.


A canção foi batizada por “Benzim” e é de autoria do jovem Diego Wander, itaberino irrequieto quanto à dispersão da cultura de qualidade aos mais variados públicos, sendo um dos idealizadores do projeto Prato do Dia, que leva poesia e música à sociedade gratuitamente a partir de encontros pré-programados em rede social.


Ao ouvir pela primeira vez corremos o risco de nos reconhecer no enredo, uma vez que a canção fala de amor e não há quem nunca tenha amado pelo menos uma vez. E ponto! Este é o objetivo de tudo que você leu até aqui. Ouça! E ao apreciar não se detenha em deixar sua opinião e espero que a partir de então cada um faça o compromisso consigo mesmo de conhecer, valorizar e divulgar os talentos que realmente fazem parte da nossa cultura local.


Clique aqui e comece a ouvir:
https://www.youtube.com/watch?v=SGWgark0OTI


Clique aqui e conheça o autor e intérprete:
https://www.facebook.com/diego.gny?fref=ts    




  João Paulo Modesto é Funcionário Público, estudante de Administração.
entre em contato: facebook/modestojp  @modestojp 

 


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