Bebê e adolescente são assassinados em Itaberaí
A crueldade de um pai, principal suspeito apontado pela polícia, terminou com o assassinato de um bebê de sete meses e de sua mãe, uma adolescente de 15 anos. O crime que chocou na noite de sexta-feira (08) a cidade de Itaberaí, localizada a 111 quilômetros de Goiânia, encerrou de forma trágica a vida de uma jovem e a de seu bebê. Josefa Humberlândia Vieira, que completaria 16 anos em março, e Pâmela Eduarda Fernandes Braga, que faria seu primeiro aniversário em maio, foram encontradas mortas às margens da GO-070, a dois quilômetros de Itaberaí. O principal suspeito é o companheiro de Josefa e pai de Pâmela, Winislei Braga Filho (este é o nome que a Polícia Militar tinha na manhã de ontem).

 

Policiais do 6º Batalhão da PM, na vizinha cidade de Goiás, foram avisados sobre o crime pouco após as 21h30min de sexta-feira. Uma mulher que passava pela rodovia viu os corpos de mãe e filha e avisou a polícia. Pouco tempo depois, Winislei fez contato com a PM para assumir a autoria do crime e dizer que estava arrependido, segundo o major José Roberto Porfírio, subcomandante do 6º Batalhão da PM. O acusado permanecia foragido até o início da noite.

 

Os corpos de Josefa e Pâmela foram encontrados bem próximos ao trevo que dá acesso ao aeroporto de Itaberaí. A mãe da criança, tinha uma ferida na cabeça, que a PM não soube precisar se foi provocada por um tiro, por um objeto cortante ou por uma paulada. O bebê foi vítima de um golpe na nuca, “Um chute ou uma paulada”, conforme o major José Roberto, e ficou com o rosto desfigurado. A Polícia Técnico-Científica foi acionada e os corpos foram levados para o Instituto Médico-Legal (IML) de Goiânia. “Quem vai poder precisar como mãe e filha foram mortas é a Polícia Técnico-Científica e a Polícia Civil”, diz José Roberto.

 

As primeiras informações que chegaram à PM são de que uma ameaça de Josefa de terminar o relacionamento teria motivado a fúria de Winislei. Não se sabe, porém, onde os assassinatos aconteceram, se dentro de casa ou às margens da rodovia. A família vivia no Setor Fernanda Parque, um bairro pobre de Itaberaí, onde moram muitos migrantes nordestinos. Josefa era cearense, conforme a PM. Na madrugada de ontem (09), Winislei fez o primeiro contato com a polícia. Teria dito, por telefone, que cometeu o crime, que está arrependido e que iria se entregar.

 

Ainda segundo a PM, o homem chegou a ligar para a mãe de Josefa, oferecendo o carro para o transporte dos corpos do IML de Goiânia para Itaberaí. À tarde, familiares das vítimas compareceram ao IML e providenciaram a liberação dos cadáveres. O transporte foi feito por uma funerária.

 

A PM recebeu a informação durante a manhã de que Winislei teria tentado suicídio e que havia sido encaminhado para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). Mas, no Hugo, ele não deu entrada e, depois, a polícia descartou essa possibilidade. “Ele não se apresentou nem está em nenhum hospital, como nós já checamos”, disse o subcomandante do 6º Batalhão da PM, major José Roberto. A pista que a polícia recebeu é de que um Gol teria deixado os corpos à margem da GO-070 e seguido, então, para Goiânia. Policiais militares tentam prender Winislei desde a noite de sexta-feira, antes mesmo dos primeiros contatos que ele fez com a PM.

 

A cidade de Itaberaí vive uma onda de violência, com crimes tão chocantes como o dos assassinatos de mãe e filha na noite de sexta-feira. Em outubro do ano passado, um jovem com pouco mais de 20 anos foi arrastado por um carro por três quilômetros, amarrado ao veículo.