José Garrote é ouvido na CPI dos incentivos fiscais

30/09/2019

Os deputados membros da CPI que investiga possíveis irregularidades na concessão de incentivos fiscais em Goiás ouviram, nesta segunda-feira, o empresário José garrote além de outros três empresários

 

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a concessão de incentivos fiscais pelo Governo Estadual, CPI dos Incentivos Fiscais, realizou, na tarde desta segunda-feira, 30, sua 11ª reunião, conduzida por seu presidente, o deputado Álvaro Guimarães (DEM).

 

Os deputados membros ouviram depoimentos de José Carlos Garrote de Sousa (Grupo São Salvador - Super Frango), Ricardo Gonçalves de Melo (Ambev); Liliane Pereira dos Anjos (Cargil Agrícola) e Luiz Alberto Lira Pinheiro (Laboratório Teuto). 

José Garrote

Nos minutos iniciais de sua participação, o empresário José Carlos Garrote de Sousa, do grupo São Salvador, mais conhecido por sua principal marca, a Super Frango, fez uma apresentação da história da empresa. Com sede em Itaberai, a SSA é, segundo ele, uma das maiores produtoras de proteína animal do Brasil e a segunda de Goiás.

Respondendo a questionamentos dos deputados Humberto Aidar (MDB) e Talles Barreto (PSDB), Garrote afirmou que, a partir de 2017, a carga tributária sobre a cadeia do frango em Goiás se tornou uma das maiores do País, chegando atualmente a 2,77%, enquanto que em Estados como Paraná, São Paulo e Minas Gerais, a alíquota é zero ou próxima de zero.

O empresário informou ainda que a SSA exporta em torno de 25% de sua produção, vende 50% em Goiás e o restante é enviado para Estados vizinhos. “Goiás cresceu na exportação de frango em função também da carga tributária. Com um detalhe: o custo do frete de Itaberai ao porto de Santos é o mesmo do porto de Santos até Hong Kong”, salientou.

Segundo Garrote, as barreiras tributárias impostas por outros Estados é muito grande, o que dificulta o aumento das vendas. “Você nunca viu um frango da Super Frango no Paraná. Quem nos salva hoje é a China. Pé e ponta de asa são produtos exóticos por lá, enquanto no Brasil não servem pra nada”, explicou.

O empresário confirmou que fez doações para campanhas do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e de deputados. Explicou que além de ser filiado ao PSDB, tem laços de parentesco com o ex-governador. Porém, negou que tenha a participação de Marconi na empresa Super Frango. “Os únicos sócios somos eu e minha esposa”, disse.

 

No encerramento do seu depoimento, Garrote destacou a importância do trabalho da comissão. “Trata-se de uma das mais importantes já realizadas nesta Casa. Conforme a condução dos trabalhos desta CPI, o estado pode crescer ou andar para trás. Mas precisa crescer. Goiás é um ambiente bom para o agronegócio. E estes incentivos são muito importantes. Mas é difícil crescer sem um programa de incentivos, um programa que, sobretudo, tenha segurança jurídica”, salientou.

Fonte: ALEGO