O governo federal negocia mas exige controle financeiro da Celg
30102011


A grandeza no setor público quase sempre esbarra no interesse político. Por isso não será fácil o governo Marconi Perillo resolver o problema da Celg junto ao governo da presidente Dilma Rousseff. “Salvar” a Celg significa o mesmo que pavimentar a reeleição do tucano em 2014. Isto não significa, necessariamente, que o governo federal não quer e não vai resolver o problema. Quer, pode e vai. Mas ao seu modo, e não dentro da expectativa do gestor goiano.


Jornal Opção ouviu auxiliares da presidente Dilma. Todos disseram que o problema da Celg será resolvido. Entretanto, como a companhia energética de Goiás não tem um bom histórico administrativo — “salva” hoje pode ser que tenha de ser “salva” amanhã —, o Ministério de Minas e Energia, no qual manda o PMDB do ministro Edison Lobão, mas a última palavra é da presidente, e a Eletrobrás planejam uma solução que não agrada o governo tucano. O governo federal quer o controle da gestão da Celg. Isto inclui a presidência da companhia e, também, o comando financeiro.


O deputado federal Rubens Otoni garante que o PT está trabalhando para ajudar a resolver o problema da Celg. “Havia um acordo formatado, mas, por pressão de Marconi, o governo federal recuou. O administrador do PSDB anunciou que estava buscando saídas alternativas, com a Copel e com o Banco de Credit Suisse. Como essas saídas não se mostraram confiáveis, Marconi voltou ao projeto original. O acordo vai sair. Basta o governo Marconi fazer a sua parte. Não há nenhuma saída que não passe pela colocação de dinheiro na empresa. A Celg precisa de uma gestão profissional e compartilhada e o governo do Estado resiste.” O governo federal só vai pôr recurso se obtiver o controle da gestão.


O secretário de Articulação Institucional do governo Marconi, Daniel Goulart, frisa que Marconi não era contra o acordo. “Ele só quis evitar que o governo anterior usasse o dinheiro em negociatas. Só pedimos para adiar o acordo."


Fonte:Jorna Opção