Dengue: carros fumacê não é a forma ideal de combate


04/03/2013 

Cientistas observam que o uso de carros fumacê com bastante freqüência pode resultar um efeito inverso e, em vez de eliminar o mosquito, pode contribuir para que ele fique resistente à ação do veneno e, com isso, se torne ainda mais difícil o combate aos vetores da doença. Cleide Moreira explicou que utilização do carro fumacê só é indicada em localidades onde existe alto índice de infestação do Aedes aegypti, equivalente a 5%, e transmissão da dengue com casos notificados, de acordo com as normas do Ministério da Saúde. Em Itaberaí estamos em “Baixo Risco”, ou seja, a utilização do carro fumacê não é recomendando, pois podemos estar criando insetos resistentes em caso de epidemia.


A avaliação de resistência é uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com as Secretarias de Saúde dos estados que envolve o monitoramento do uso de carros fumacês em vários locais do Brasil.


Os carros fumacê não tem sido utilizado na maioria das cidades, especialmente por que é dada preferência a técnicas de prevenção ao surgimento do mosquito. “O carro UVV (fumacê) tem critérios para ser utilizado e o recomendado é que se faça uma busca ativa do criadouro e a eliminação deste”.


Com relação ao tratamento com o carro fumacê, é preciso seguir rigorosamente algumas regras para que a ação cause o efeito desejado. Ou seja: o veículo só pode circular à noite (18hs às 22hs) e pela manhã (das 4hs às 7hs), períodos onde não há presença do sol. Em Itaberaí observamos o carro fumacê passando as 9:40hs, ou seja, totalmente fora da hora.


Já alertamos a todos, e a melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.


 

 


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