Trabalhadores são resgatados em situação de trabalho escravo, em Itaberaí


 10/09/2013


Durante uma fiscalização rotineira de agentes da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Goiás (SRTE/GO), foram resgatados 70 trabalhadores em regime de trabalho análogo ao de escravo.


Os resgatados prestavam serviço na construção de 270 casas do setor Itavilly. Que eram residências populares para o programa governamental “Minha Casa Minha Vida”, programa que saiu até no Informativo da Prefeitura de Itaberaí.


Foto: Nivaldo Melo/facebook

A operação foi realizada entre os dias 21 de agosto e 06 de setembro. De acordo com a Superintendente Substituta da SRTE/GO, Sebastiana de Oliveira Batista, na empresa de construção civil responsável pela obra foi encontrado, no total, 180 trabalhadores. Nenhum dos trabalhadores possuía carteira de trabalho assinada.

Porém, do total, apenas 70 empregados estavam em condições precárias e análogas a de escravidão. “Os demais funcionários estavam em condições de trabalho um pouco melhores”, destaca a superintendente.

Todos os 70 trabalhadores resgatados pela SRTE/GO são de outros estados. Muitos vieram do Pará, Maranhão, Tocantins e Alagoas. Eles prestavam serviços de pedreiro, servente, eletricista, encanador, motorista, operador de betoneira e outros.
 

Condições

 “Durante visita às casas, os fiscais encontraram muita sujeira e constataram falta de água potável. No local não havia camas e os colchões utilizados pelos trabalhadores eram muito finos e estavam rasgados. O empregador também não fornecia armários individuais e roupas de cama, como determinado por lei”, pontua a superintendência de Goiás.

Sebastiana de Oliveira conta que os funcionários da empresa não usavam Equipamento de Proteção Individual (EPI) e alguns também não tinham roupas adequadas para a atividade, que caberia ao empregador fornecer.

“A empresa os contratou de forma errada. A situação deles era deprimente mesmo. Sem água potável para beber ou ferramentas adequadas para trabalharem. Os auditores embargaram totalmente a obra e interditaram as casas utilizadas como alojamento”, contou a Superintendente Substituta


Fonte: OHoje com alterações

 


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