Poetas Itaberinos[A Cria]

10/01/2014

Neste projeto irei divulgar trabalhos de poetas de nossa cidade, textos poesias e até mesmo desenhos, que exalam a criatividade de nossa gente, valorizando assim a cultura local.

-Diego Wander

 

 

Andressa Teodoro

Itaberina,16 anos.

 

 

Já fui. Claro, ainda sou, mas de um modo diferente. Agora estou sendo, desgraçadamente, a ferrugem que impede a porta de abrir ou, talvez, a poeira que levam os pobres de espírito a espirrar.


A cada dia que transmuta na imensidão do infinito percebo que ser é mais sentir do que realmente ser. Quando sinto, chego a esquecer que nasci numa dolorida madrugada de 1997, mais especificamente em outubro, no dia 21. Na verdade, não sei se nasci nesse dia, ouvi dizer. Não me lembro.


Triste mesmo é ver que você não consegue escrever uma autobiografia, que existe uma miséria abundante dentro de seus dezesseis anos, que diante do mundo você não é nada. Eu ainda cheiro leite.


Ontem, de manhã, eu pari uns pensamentos absurdos. E depois veio a depressão pós-parto. Eu queria pensar em pré-pensamento, mas um pré-pensamento para ser pensado precisa ser pensamento. Fui incapaz de tal atividade.   Tive que tomar umas boas xícaras de chá de canela. Não gosto de café.


Eu concluí, então, que não tenho dons. Ou melhor, meu único dom é não ter nenhum. E isso me causa uma úlcera na alma, de vez em quando. Depois eu esqueço e volto a ter orgasmos infinitos ouvindo Chopin.


Enfim, acho que a única coisa que tenho para dizer é que de vez em quando eu costumo fazer poesia, mas não sei direito o que é isso. Então não confie em mim. Confie na poesia pura de todos os tempos, ela tem o poder de salvar. Ou destruir. Tudo vai depender dos diferentes pontos de vista.


Agora esqueça tudo que leu, foi pura bobeira. Mas alguém querendo aparecer.

 



Matéria: Diego Wander Martins Ináci
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