Vergonha nacional... Nossa atitude | Palpitando
 
10/07/2014 | Palpitando
Por João Paulo Modesto


Como quase todo brasileiro eu sou um amante do futebol, não pelo esporte em si, sou primeiramente um amante do meu país e vanglorio este esporte por enxerga-lo como um símbolo nacional. E é exatamente sobre isto que quero falar (leia-se: desabafar), simbologia nacional.


Depois de dois dias atônito com o que vi, decidi finalmente dividir minha indignação. Eu vi a maior derrota brasileira de todos os tempos, vi testado e decepcionado o dito amor pela pátria. Não se precipitem em pensar que falo do jogo de nossa seleção, esta humilhação é bem mais fácil de ser superada porque mexe muito mais com nosso orgulho do que com o que nos torna digno de sermos brasileiros.


Durante o último jogo de nossa seleção brasileira, ainda anestesiado e tentando entender o que acontecia, fui surpreendido em praça pública por pessoas que queimavam suas camisetas da seleção canarinha. “Como assim?” – eu pensei – “O que estas pessoas protestam?” “A quem elas pensam ofender com tal atitude?”.


A verdade é que perdemos a cada dia nosso sentido de partilhar um lugar em uma sociedade e com isto perdemos o amor à pátria demonstrado pelos símbolos nacionais. É possível protestar contra governantes e representantes de nosso país nos mais diferentes seguimentos, e ainda assim manter o respeito e amor ao que consideramos serem símbolos nacionais. E mesmo a camisa da seleção não sendo oficialmente um símbolo político de nosso país, é ela que nos faz conhecidos e respeitados em várias partes do mundo por ser sinônimo de nossa alegria e perseverança.


E o mais engraçado é que aqueles que agora se viram contra a seleção brasileira e a desconsideram como nossa representante legítima, são os mesmos que lavam as mãos diante das inúmeras possibilidades de participar ativamente da evolução de sua sociedade, mantendo-se inertes a qualquer acontecimento que lhes movam de sua comodidade aparente.


Rogo a todos para reanimarem este orgulho pelo país do qual fazemos parte, e não me refiro somente ao futebol. Nosso hino cantado uníssono em todos os jogos foi nossa maior vitória e desejo que este amor demonstrado pelo Brasil durante a copa se espalhe em diferentes níveis e situações, nos incentivando a dizer com orgulho que somos e sempre seremos brasileiros e não desistimos nunca.


E quanto ao futebol, a pergunta mais frequente depois do último jogo conta a Alemanha é: De quem é a culpa? A Resposta me parece bem simples: A culpa é tão nossa, quanto seria nossa a vitória.




  João Paulo Modesto é Funcionário Público, estudante de Administração.
entre em contato: facebook/modestojp  @modestojp 

 


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