Qual surpresa? | Palpitando


 

12/02/2015 | Palpitando

Por João Paulo Modesto


Qual surpresa?


 

Ao conversar com aqueles que defenderam uma posição favorável à reeleição daquela senhora que hoje mostra mais que um par de dentes, vejo rostos tristes como quem foi traído, enganado por alguém em que depositaram toda a confiança. Oh! Caros amigos! Não deem a ela a carga total de tal culpa. As evidências de uma tragédia eram tão claras quanto a de um caminhão desgovernado. E esta é a palavra: desgovernado. Nosso país não se perdeu da noite para o dia, o que vemos hoje é fruto de erros e irresponsabilidades que veem sendo plantados há muito mais tempo. Tudo parte de um plano perfeito para dilacerar nossas esperanças e trazer de volta os fantasmas do passado.



Por certo tempo até pensava ser inacreditável o fato de tantas pessoas negarem o que lhes saltava aos olhos. Mas no fim pude perceber que mais uma vez prevaleceu nossa tendência histórica ao ganho pessoal em detrimento do coletivo. Uma ova, que a grande massa se vangloriava de um governo que protegia os menos favorecidos! Sempre foi muito nítida a nossa negligência conveniente, onde cada um estava mesmo preocupado em “garantir o seu”. E ainda estamos, só que no momento avaliamos de que lado ficarão os sobreviventes desta turbulência.



Há uma frase que diz: “A prosperidade faz amigos, a adversidade testa-os”. O PT tem sentido isto na prática vendo milhões de brasileiros que neste momento simplesmente se calam e fingem perplexidade diante de tudo que presenciam. Uma pesquisa recente provou isto ao dizer que a mulher que hoje ocupa o cargo máximo no comando de nosso país, perderia facilmente para o candidato do PSDB, Aécio Neves, caso o segundo turno fosse hoje. Todos afirmam que os casos recentes de corrupção mancharam o nome do Partido dos Trabalhadores. Como assim? Onde vocês estavam diante dos inúmeros escândalos anteriores?



Engana-se quem espera que eu triunfe sobre tudo isto, nunca quis tanto estar errado. O fato é que este não é o governo de José ou João, é de todos os brasileiros. E se estes não se uniram no proposito anterior, que reconheçam pelo menos a necessidade de serem unânimes em reconhecer que o futuro do Brasil depende muito mais da nossa mudança no jeito de pensar e agir em sociedade, do que dos políticos que escolhemos.



Por fim, me perdoem os eternos defensores deste governo se não citei aqui o nome de nossa presidenta. Não tenho qualquer rancor, nem tão pouco sou supersticioso mas, ultimamente, me parece dispensável citar tal nome quando muitos querem esquecê-lo.




  João Paulo Modesto é Funcionário Público, estudante de Administração.
entre em contato: 
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