O gigante acordou... e continua cego e cambaleante | Palpitando



12/02/2015 | Palpitando
Por João Paulo Modesto


Está chegando o dia do novo encontro das massas contra todas as atrocidades do governo petista, um movimento nas redes sociais convoca um encontro nacional em todas as capitais no próximo dia 15 de março. O objetivo é pressionar o poder legislativo e senado a protocolar um pedido de
impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. E eu pergunto: pra quê?


É óbvio que sou contra a atual direção deste governo, mas também sou a favor da valorização dos nossos preceitos democráticos. Onde estavam todos quando chegou o momento de irmos para as ruas e exercermos nosso poder de escolha pelo voto? Observem o número de abstenção nas eleições e saberão do que estou falando.


Há ainda a minha aversão em ser usado como massa de manobra, porque é exatamente o que somos diante destes movimentos populares. Qualquer um que analisar a história de nosso país notará facilmente que só há um grupo de responsáveis por destituir representantes do Poder Executivo, o Poder Legislativo. As manifestações violentas contra ditadura não trouxeram grandes resultados além de mortes e guerras civis, foi a Câmara dos Deputados que realmente trouxe a possibilidade da anistia, contando é claro com os excessos dos “Anos de Chumbo” do governo Médici (seja na violência ou nos gatos públicos) e a crise do Petróleo que enfraqueceu a economia do governo Geisel, sobrando para Figueiredo a opção de ceder.


Os ‘caras-pintadas’ destituíram Fernando Collor? Besteira! Este se elegeu sob o título de “Caçador de Marajás” até que os legisladores (principais alvos desta caça) resolveram mostrar quem era o grande marajá à frente do poder.


O que temos agora é a chance de ver a história se repetir, com o agravante de que muitos sequer sabem a sequência de tal ato. A Lei nº 1.079/1950, a lei do
impeachment, determina os crimes que são puníveis com a perda do mandato e como deve seguir a substituição do cargo em que se abre vacância. Em suma, se a Dilma for destituída, quem assume é o vice, Michel Temer (até aqui não vejo diferença) e somente no caso deste também ser destituído do cargo até o fim da primeira metade mandato é que se convocam novas eleições.


Complicado, né? Também acho. Por isso, no dia 15/03 não pretendo me privar de assistir o futebol pela TV como é natural em um domingo, sem contar que economizo o dinheiro do combustível até a capital. Gasolina tá cara!


 



  João Paulo Modesto é Funcionário Público, estudante de Administração.
entre em contato: 
facebook/modestojp  @modestojp  
 



 


 
 

 

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