Itaberaí

Como tudo começou

No ano de 1774 - Devido a uma grande geada, o segundo Governador do estado de Goiás, Dom José de Vasconcelos Sobral, viu seu gado ansiando por alimento e, ao mesmo tempo procurando pasto em outras regiões, se viu com a necessidade de deslocar seu gado para as margens do Rio das Pedras, onde a vegetação era fresca e virgem.

Na região morava Salvador Pedroso de Campos (mais tarde conhecido como Capitão-Mor, fundador de Itaberaí), em uma fazenda chamada Palmital, onde se encontrava um pequeno curral, no qual fez com que o pequeno arraial habitado por roceiros, fosse chamado por um bom tempo de “Curralinho” em 1760.

Alguns anos mais tarde, Curralinho já era um povoado onde localizava cerca de 50 casas divididas em duas ruas ainda hoje existentes: a Rua Padre Pedro e Benedito Constant da Fonseca. Além das ruas foi construída uma grande praça e a Igreja Nossa Senhora D’Abadia em seu centro, devido a devoção dos roceiros pela mesma.

Em 09 de Novembro de 1868, o antigo Curralinho foi emancipado, desmembrando-se da cidade de Goiás e elevada à categoria de Vila, cujo recebeu o nome de Nossa Senhora D’Abadia do Curralinho.

Em 1885, sob a influência do Brigadeiro Felicíssimo do Espírito Santo, a Vila passou a ser Município. Em 1903, Curralinho foi elevada à categoria de Cidade, e em 05 de agosto de 1924, o Deputado Coronel Benedito Pinheiro de Abreu, deu a iniciativa para a aprovação da mudança do nome Curralinho para Itaberaí; palavra indígena, Tupi-Guarani, que significa Rio das Pedras Brilhantes.

Hino de Itaberaí
Letra e Música: Antônio Severino Coelho

Nos dias da história da pátria gigante,
Buscando sua glória o feliz bandeirante,
Na terra aportou dos índios goiases,
Na Orla altaneira, de prados e montes,
Surgiu este berço de filhos audazes.

Querida cidade, Itaberaí!
Teu nome adorado ao longe ressoa.
Salve! Salve! Itaberaí!
A Paz e a saudade tão ledas entoa.
Salve! Salve! Itaberaí.

Nos lindos vergéis da campanha orvalhada,
Montando o corcel, o herói da alvorada,
Pisou este solo; deu vida a esta terra,
Creou nossa urbe, comuna brilhante,
Do Rio das Pedras, a gente que encerra.

Querida cidade, Itaberaí!
Teu nome adorado ao longe ressoa.
Salve! Salve! Itaberaí!
A Paz e a saudade tão ledas entoa.
Salve! Salve! Itaberaí.

Nos tempos remidos, da aurora ao presente,
Os filhos queridos um labor ingente,
Da Terra adorada forjaram a história,
O Povo fulgura e surge o arrebol,
Nas Letras, nas artes, refulge p’ra glória.

Querida cidade, Itaberaí!
Teu nome adorado ao longe ressoa.
Salve! Salve! Itaberaí!
A Paz e a saudade tão ledas entoa.
Salve! Salve! Itaberaí.