Maria Cardoso da Costa, de 76 anos, está internada há 21 dias no Hospital Municipal de Itaberaí, aguardando transferência para uma unidade com suporte especializado em cirurgia vascular. Segundo a família, o hospital municipal está prestando toda a assistência possível, mas não dispõe da estrutura e dos especialistas necessários para o tratamento.
A paciente apresenta um grave problema vascular, com aterosclerose extensa da aorta toracoabdominal, dores intensas na região abdominal e lombar, perda de força nos membros inferiores e dificuldade para caminhar. Conforme documentos do processo, o quadro foi classificado pela equipe médica como emergência.
Maria está inserida no Sistema Estadual de Regulação desde 28 de julho de 2026. Diante da demora, o Ministério Público de Goiás ingressou com uma ação e, no dia 8 de agosto, a Justiça determinou que o Estado providenciasse sua internação em até 24 horas, em unidade pública, conveniada ou particular.
A Secretaria de Estado da Saúde foi intimada da decisão em 10 de agosto. No entanto, segundo manifestação posterior do Ministério Público, a transferência ainda não havia ocorrido. A decisão prevê multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento, inicialmente limitada a 30 dias.
O Ministério Público também buscou atendimento na rede particular. O Hospital do Coração de Goiás apresentou um orçamento de R$ 13.641 para a realização de exames necessários à definição do procedimento cirúrgico. Diante disso, o MP solicitou o bloqueio do valor em verbas públicas e pediu que o tratamento tenha continuidade após a avaliação médica, sem que a paciente enfrente uma nova espera.
Enquanto aguarda, Maria permanece internada e acompanhada pela família, que teme um agravamento irreversível do seu estado de saúde, e tem medo de que a vaga só apareça quando for tarde demais.
Os familiares pedem que o Estado de Goiás agilize a transferencia da paciente para uma unidade especializada.
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