Superfrango é destaque na maior feira de alimentos da Ásia
 

18/02/2019


Dubai - A empresa goiana Superfrango é um dos destaques da 24ª edição da Gulfood, maior feira de alimentos da Ásia. 

 

O evento é considerado a referência na apresentação de tendências de consumo, inovação e oportunidades do Oriente Médio, norte da África e países como China e Índia.

 

Com mais de 4 mil toneladas de carne de frango exportadas para 64 países todo mês, a Superfrango - também conhecida por São Salvador Alimentos - se une a milhares de exportadores de todo o mundo para ampliar sua carteira de compradores.

 

Sediada em Itaberaí, a Superfrango gera 4.150 empregos diretos e mais de 2 mil indiretos.

 

Em entrevista exclusiva ao jornal A Redação, José Garrote, fundador da empresa, e Hugo Garrote, diretor de produção, explicam que a participação na feira é importante para os negócios. “Hoje as exportações para o Oriente Médio representam 10% de nossas exportações”, diz Hugo. “Nossa presença aqui visa também detectar as tendências do mercado”, explica José Garrote.

 

Investimentos

A crescente demanda por carne de frango no Oriente Médio, Norte da África e Índia levou a Superfrango a aumentar o investimento na sua produção, com a aquisição de mais uma abatedora de frangos na região de Nova Veneza.

 

A meta do novo frigorífico, conforme explica José Garrote, é chegar ao abatimento de 500 mil aves por dia – 160 mil a mais do que ocorre hoje. Para o fundador da Superfrango, tal meta será cumprida graças às ações desenvolvidas dentro da empresa. 
 

“Temos duas características opostas, mas que se completam. A Superfrango é extremamente conservadora e inovadora. Cresce devagar, cadenciada, sempre investindo em pessoas, em tecnologia, sempre inovando, mas passo a passo, firme e pé no chão”, diz. 

 

Hugo Garrote atribui o crescimento da empresa à organização interna. Conforme lembra, apesar das dificuldades enfrentadas em 2018, a empresa teve 20% de crescimento no faturamento. “É um resultado excelente, diante de todas as adversidades. Foi o ano da Operação Carne Fraca, da greve dos caminhoneiros, de incertezas por causa das eleições e dólar volátil. E nosso resultado foi estável em relação a 2017”.

 

O diretor de produção diz esperar empenho por parte do governo, nas esferas estadual e federal, para que os próximos anos sejam favoráveis aos negócios, elevando o nível de produção do Brasil. “O governo federal tem papel fundamental, principalmente na parte de regulação e criação de novas normas. E o governo estadual tem papel essencial no apoio à indústria. Então é um trabalho a seis mãos”.

Fonte: A Redação